maio 22 2014

Aprenda a pedir demissão sem deixar a porta fechada

por Fernanda Bottoni

Parabéns para você que conseguiu – ou está prestes a conseguir – aquele emprego que tanto queria! Ok, a sensação é realmente ótima, mas, para garantir a continuidade da sua carreira, por favor, cuide muito bem da forma como você vai pedir demissão e sair da antiga empresa.

“Profissionais precisam conduzir muito bem esse processo para manter as portas abertas”, alerta Alexandre Rangel, sócio-fundador da Alliance Coaching. “Quando você aceita uma proposta de emprego, não sabe se as condições oferecidas vão se concretizar de verdade, por isso não pode correr o risco de não ter para onde voltar”, explica.

Isso sem contar que você também nunca sabe quando poderá encontrar um ex-chefe ou colega em outro lugar… O mundo corporativo pode ser menor do que parece.

1 – Explique-se. O primeiro ponto para sair bem de uma empresa e manter sua imagem em alta é explicar objetivamente o motivo do seu desligamento. “Você não deve dizer que a empresa é ruim, deve apenas apresentar os seus melhores motivos”, diz Rangel.

Isso quer dizer que, se você estiver pedindo demissão porque arrumou um emprego para ganhar mais, pode explicar tudo da melhor forma. Diga, por exemplo, que recebeu uma proposta para ganhar 50% a mais e sabe que a empresa atual não tem condições de cobrir essa proposta. Se a diferença salarial não for o fator principal, mas você enxergar mais chances de crescer no novo emprego, explique isso, também de forma objetiva, focando as perspectivas de carreira. É importante sempre deixar claro quais os ganhos que você vê nessa troca.

2 – Não faça ameaças. O tom dessa conversa nunca pode ser de ameaça. “Tem gente que pede demissão sugerindo que, com sua saída, a empresa está condenada ao fracasso”, conta Rangel. Se você realmente acha que a empresa deveria ter valorizado mais o seu trabalho, ok, mas esta não é a hora de falar sobre isso. Se você queria ser mais valorizado, deveria ter dados sinais disso antes – e não justamente quando está de saída. “Neste momento, pense apenas em preservar a sua imagem.”

3 – Solucione as pendências. “Todo chefe fica com receio de ser deixado na mão pelo funcionário que pede demissão”, afirma Rangel. A dica é tentar afastar essa sensação deixando claro que você vai solucionar as pendências que tem antes de ir embora. “Alguns profisisonais simplesmente não se preocupam com isso e acham que os problemas da empresa não são mais problemas seus”, diz ele. “Isso é mais comum do que imaginamos e marca o profissional negativamente para o resto da vida.”

4 – Corpo mole, não! – Não caia na tentação de ir empurrando suas tarefas com a barriga, chegando tarde, saindo cedo, só porque já está com a cabeça em outro lugar. Tudo é observado (por todos) e esses últimos dias podem colocar a perder toda a boa imagem que você suou anos para construir. “Cuidado para não quebrar o voto de confiança que conquistou”, recomenda Rangel. Cumpra rigorosamente seus horários e compromissos para não colocar tudo a perder nos últimos dez ou quinze dias.

5 – Nem pense em fazer leilão – Segundo o coach, se há uma coisa que queima o filme de qualquer profissional é tentar promover um leilão entre as empresas interessadas nele. “Ele chega na antiga e diz que vai sair para ganhar 8 mil na nova”, conta. “Uma cobre a oferta e ele volta para outra dizendo que ja tem 10 mil, esperando que ela proponha 12 mil e por aí vai.” Essa atitude deixa claro que o profissional está focado apenas na questão financeira e, por isso mesmo, decepciona tanto a empresa que queria contratá-lo quanto a que queria retê-lo. “Quem quer levar a maior vantagem pode terminar sem emprego algum.”

6 – Não critique – Jamais fale mal da empresa, dos colegas ou do ambiente de trabalho que está deixando. “O momento de conversar sobre as suas insatisfações já passou, agora não vale a pena tratar feridas e discutir assuntos negativos”, diz o coach. Pode acreditar, depois que você for embora, seus colegas continuarão na empresa e aqueles comentários ruins que você fez como desabafo podem se proliferar pelos corredores e mandar sua imagem (aquela, que você trabalhou anos para construir) pelos ares…

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maio 22 2014

Perguntas fatais em entrevistas

por Flavia Pegorin
 

Entrevistas de emprego são  quase iguais aos concursos de Miss: sempre haverá um recrutador questionando sua história de vida, analisando sua postura e escutando cada resposta com ouvido clínico. E, como no concurso de Miss, se você disser algo inapropriado, é bem provável que a coroa da vitória e o buquê de flores cafona – ou, no caso, o crachá de contratado – vá parar em outras mãos.

Justamente por isso, Lily Zhang, uma pesquisadora e especialista em carreiras do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA, uma das mais prestigiadas instituições de ensino do mundo), selecionou as quatro perguntas que provavelmente qualquer um de nós irá ouvir em uma entrevista algum dia. E o que  levar em consideração antes de responder.

“Chamadas para entrevistas deveriam vir com o alerta de que, assim que recebidas, elas vão transformar animação em desespero em pouco tempo”, brinca Lily.  Ela sabe o que diz: o sentimento de nervosismo ao ser convocado é comum e, assim, é fácil acabar dizendo uma bobagem na hora H. “Mas não se deve deixar o medo tomar conta”, ela diz. “Com um pouco de preparação, dá para ter certeza sobre o que responder e impressionar o entrevistador”. Essas são, segundo Lily, as perguntas mais comuns que surgem nas entrevistas – e os conselhos da especialista sobre o que dizer e matar a pau.

1. “Fale sobre você.”

Essa oportunidade tão boa de falar bastante sobre virtudes acaba sendo, para muita gente, uma bola fora. E Lily Zhang lembra: é uma das primeiras questões a serem feitas, claro. A parte confusa sobre isso é que não é um pedido para você falar sobre toda sua vida e obra, ok? O entrevistador, de fato, só quer saber por que você está interessado naquela vaga e o que te qualifica para ela. Então você pode estruturar uma resposta começando no presente, indo ao passado e finalizando com o futuro – usando o que está fazendo como profissional, o que já fez e o que pretende conquistar. Tenha em mente que é importante falar sobre as habilidades relevantes que você tenha para a determinada função que está se candidatando.

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2. “Qual é seu maior defeito?”

Curiosamente, essa não é uma “pegadinha”. O que o entrevistador quer mesmo perguntar é “eu prefiro contratar gente que tem clareza sobre suas habilidades e que procure melhorar, então me diz logo se você tem essa intenção” – mas perguntar sobre seu maior defeito é o modo que ele costuma usar para entrar no assunto. É certeza que muita gente tenta usar isso a favor e transformar o defeito em uma qualidade (como aquela besteira de “eu sou muito exigente comigo mesmo, mas é que eu sou muito perfeccionista”), mas não faça isso. Ninguém vai acreditar. E nem deve ser verdade mesmo. Em vez disso, fale de um defeito genuíno seu (sem culpar outros ou detalhar muito). E acrescente os passos que você deu para entender seu problema e resolvê-lo – e mencione se isso ainda está em progresso.

3. “Conte sobre alguma falha que você cometeu.”

De novo, seja honesto. Fale sobre um vacilo real, não sobre aquele B que você tirou em geografia no colégio… Sempre houve um momento em que qualquer um de nós atrasou uma tarefa além do prazo, teve um desentendimento com o superior ou fez uma bobagem quando era estagiário. Não precisa ser nada grande e grave, só mencione um episódio que mostre que você refletiu sobre o erro. O entrevistador com certeza não quer te ver chorar como naqueles programas vespertinos da TV; ele quer é saber como você se porta quando acontecem contratempos. Você pediu ajuda? Reconheceu o problema? E, muito importante, mostre o que você aprendeu quando tudo aconteceu.

4. “O que você pretende estar fazendo daqui cinco anos?”

Ou, em outras palavras, “por quanto tempo você pretende ficar aqui nessa empresa?”. Ou ainda “você valerá o nosso investimento?”. Eticamente, você não dirá que não pretende ficar na companhia para todo o sempre – porque provavelmente você não ficará mesmo. E qualquer outro pensamento que você tenha nesse sentido (como se transferir para uma empresa menor para poder crescer mais ou parar tudo para se dedicar a um MBA) não vai mesmo se alinhar com aquilo que o entrevistador espera saber. Tudo bem. Você ainda pode responder a questão e não mentir. Depois de saber qualificações e postura, entrevistadores querem mesmo é saber do impacto e dedicação que você terá enquanto estiver naquela empresa. Então traga para a mesa a sua vontade e animação sobre ser admitido. Conte sobre sua vontade de crescer lá dentro e trazer suas ideias para somar, adquirir mais responsabilidades e poder liderar projetos.

Uma dica final da especialista Lily Zhang: “a prática leva à perfeição, então lembre-se de pensar sobre essas questões e respondê-las em voz alta, diversas vezes, até ganhar confiança e convicção do que você dirá na entrevista”.

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maio 22 2014

9 regras da etiqueta corporativa que você precisa seguir

por Fernanda Bottoni

Não basta você ter boa formação e estar bem preparado para fazer o seu trabalho. Quem quer crescer na carreira precisa também estar pronto para representar a empresa, seja no modo de falar, de vestir ou de se relacionar com os colegas. A consultora empresarial Cynthia Cunha listou  nove regras de etiqueta corporativa que todo profissional precisa seguir, mas que ainda geram muitos escorregões por aí…

1 – Gentileza não tem a ver com hierarquia. A consultora garante que (infelizmente) é muito comum encontrar funcionários extremamente educados e simpáticos com o chefe e não tão afáveis com os que estão abaixo na hierarquia da empresa, incluindo sua própria equipe e também quem faz aquele café delicioso,  cuida da limpeza do escritório e recebe os clientes. Desejar “Bom dia” (dizer por favor, obrigada…) para a copeira com o mesmo entusiasmo e a mesma gentileza que empenha na conversa com o chefe é essencial.

2 – Ambiente impróprio para explosões. Nada justifica uma explosão de nervos no ambiente profissional. NADA, ok? Não importa que você esteja cheio de problemas pessoais, lotado de coisas para fazer, com metas impossíveis para cumprir e ainda receba, logo cedo, uma bomba para desarmar até a hora do almoço. Respire fundo e controle-se. “Explosões não têm espaço no trabalho e ninguém é obrigado a conviver com isso”, diz Cynthia. E tem mais. Ela garante que pessoas birrentas, choronas e reclamonas são as primeiras a receber cartão vermelho.

3 – Decotão traiçoeiro. Bom senso, por favor, antes que isso acabe com sua imagem profissional. “Os homens não trabalham porque perdem a concentração e as mulheres porque querem saber quantos mililitros a colega colocou lá”, brinca Chyntia.

4 – Micos tecnológicos. É simples assim: não pode atender celular durante a reunião, não pode nem deixar o celular tocar (deixe em silencioso e, se realmente for uma urgência, saia rapidamente para atender), não pode enviar piadas, correntes, orações para os colegas da empresa, não pode mandar bom dia para o grupo do whatsapp às 7 horas da manhã (de preferência, nem mais tarde), não pode deixar de retornar emails (nem que seja para dizer que recebeu e logo vai responder)… A lista aqui é longa.

5 – Beijinhos forçados. Excesso de intimidade também pega muito mal no trabalho. A etiqueta corporativa manda não forçar a mão dando beijinhos em todas as pessoas da sua área todos os dias pela manhã. Guarde isso para ocasiões como aniversários, confraternizações ou comemorações, se for o caso.

6 – Olha a boca, menino(a)! Palavrões e gírias são tão inadequados quanto voz alta e xingamentos. É óbvio, mas não custa lembrar.

7 – Críticas e elogios. A etiqueta para esses dois casos é a seguinte: críticas são feitas em particular e elogios podem ser feitos em público.

8 – Pontualidade também é educação. É fato que, no Brasil, os atrasos são muito tolerados. É fato também que quem trabalha em grandes centros e sofre com o trânsito muitas vezes tem dificuldade para se programar, mas é importante ser pontual tanto no horário de chegada ao trabalho quanto nas reuniões, nos encontros e em todos os compromissos ligados à empresa.

9 – Passar a perna no chefe na frente do chefe dele. “Acontece muito de alguém querer aparecer contestando o chefe durante uma reunião em que também estão presentes os níveis mais altos da hierarquia”, conta Chyntia. A dica é: não faça isso porque você vai queimar

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maio 22 2014

11 erros fatais na hora de procurar emprego

por Flavia Pegorin

A busca por um emprego, hoje, ganhou contornos diferentes de quando seus pais iam até um estabelecimento, entregavam um currículo em papel impresso ou preenchiam uma ficha. Bem diferentes. Sabe-se de casos de pessoas que, parar conseguir uma boa vaga, fizeram um perfil de Facebook exclusivo para os pretensos empregadores ou criaram uma conta no Instagram dedicada a mostrar boas coisas sobre si para futuros chefes.

E você aí imaginando por que não conquista a vaga dos sonhos, né? Pois é, tem mais gente bastante aplicada nesse objetivo. E talvez você esteja, ainda, cometendo alguns “erros modernos”, coisas que o novo mercado de trabalho exige e sobre as quais você ainda não se deu conta. Quer uma lista? Lá vão 10 pontos (mais uma dica) muito importantes para se ligar quanto às entrevistas de emprego. As dicas são baseadas em um artigo recente do especialista Paul Keijzer, do site Monster.com.

1. Candidatar-se aleatoriamente para empregos
Não importa quão desesperado você está. Você simplesmente não pode se candidatar para cada trabalho existente e que ofereça uma chance – porque, acredite, nem todos são boas chances. Encontre um emprego que não somente se encaixa em sua carreira, mas também uma função e uma empresa nas quais você acha que se encaixaria bem.

2. Ter um currículo “pau-pra-toda-obra”
É o que muita gente costuma fazer – um currículo que pode ser atirado para qualquer lado. Mas lembre-se, você não está se candidatando aleatoriamente a empregos, né? Então você deve adequar seu currículo às necessidades de seus empregadores potenciais sendo específico, acrescentando ou retirando o que considere mais apropriado a cada um.

3. Ignorar sua vida online
Não tem tempo pra isso? Errado. Você não só precisa manter uma presença online, mas precisa atualizá-la constantemente. Você é um perito na sua área? Ótimo – mas de nada vale isso se você não se mostrar para mais gente ou não fazer valer suas ideias e opiniões.

4. Ignorar o networking
Fazer networking é provavelmente uma das maneiras mais eficazes de achar seu emprego dos sonhos – e também uma das mais difíceis. É que você precisará estar muito (muito mesmo) em contato com outras pessoas (e de modo focado, efetivo) para mostrar exata e profundamente o que você quer do futuro e de seus empregadores. Dá trabalho, mas compensa.

5. Não conhecer bem a empresa onde se candidata
Esse ponto provavelmente é mencionado em cada uma das listas que falam sobre erros durante a procura de emprego – mas é real, a maioria das pessoas simplesmente não pesquisa em detalhes o lugar onde se candidata. E hoje não é suficiente apenas visitar o site “por alto”. Você deve se juntar à empresa nas redes sociais, por exemplo, e ler muitas notícias sobre ela.

6. Adequar-se aos novos tempos
Acha que todo esse negócio de rede social não é relevante porque você tem experiência de 25 anos? Desculpe desapontá-lo. Não importa se você está começando a carreira ou é superexperiente… você tem que acompanhar os tempos. Tem que estar por dentro de eventos atuais, novas tecnologias, as últimas conferências, qualquer coisa. Você tem que saber o que está acontecendo agora e estar envolvido.

7. Olhar seu celular durante a entrevista
Mesmo se for para checar as horas, não faça isso! Sob nenhuma circunstância você deve ser pego olhando seu smartphone (ou o seu relógio). Se estiver envolvido com algum tipo de emergência, informe o entrevistador antes de começar. Sua atenção deve estar 200% na entrevista.

8. Chegar cedo demais para a entrevista
De novo: mesmo naquela onda do desespero, não chegue muito antes para a entrevista. Claro, não chegue atrasado também, de modo algum! A quantidade respeitável de tempo para chegar é 10 minutos antes da hora marcada. Isso é suficiente para mostrar profissionalismo.

9. Ser muito sério/Ser muito engraçadinho
Moderação é a chave para a vida e mais ainda para entrevistas. Você provavelmente vai estar em uma longa fila de entrevistados, então lembre-se de não ser chato a ponto de cansar os entrevistadores e não tentar ser muito divertido – até tornar-se desagradável. O melhor conselho é “seja você mesmo”. Mas veja se não é preciso aí adequar sua personalidade para um tom acima ou um tom abaixo para conseguir o emprego.

10. Levar uma comidinha ou cafezinho para a entrevista
Parece brincadeira, mas há um monte de gente que leva seu café ou chá para uma reunião (ou mesmo um lanchinho de casa). Não faça isso. Nem aceite se for oferecido. Primeiro porque é estranho falar e comer/beber. Depois, porque você vai estar abrindo os portões para acidentes com derramamento de líquidos, vai estar em uma posição esquisita para segurar a coisa toda e pode fazer barulhos sorvendo a xícara ou mastigando. Alimente-se antes ou depois da entrevista. Em casa, de preferência (quando ainda há roupa limpa disponível, se precisar).

E uma última dica:

11. Não se limite a procurar emprego
O “trabalho de caçar trabalho” não é fácil, especialmente hoje em dia. Essa atividade tem potencial para consumir a vida de qualquer um – mas não deixe isso acontecer. Inclusive porque, durante a entrevista, é possível que te perguntem sobre seus interesses, e se você responder “eu não tenho tempo para interesses porque estou procurando emprego”… Bom, você vai se afundar com essa.

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maio 20 2014

7 razões pelas quais os melhores funcionários deixam sua empresa (e como reverter isso)

“As pessoas deixam seus patrões, e não seus empregos”. Saiba o que você faz de errado que repele seus talentos
SÃO PAULO – Mão de obra qualificada está crescendo no País, mas ainda não supre a demanda das empresas. O resultado desta disfunção é a alta rotatividade de profissionais, principalmente dos mais talentosos.

Atualmente, atrair e reter talentos é uma questão tratada com importância entre os líderes e diretores de Recursos Humanos das empresas brasileiras. Estratégias para valorizar tais profissionais não faltam: vão desde oferecer clima agradável de trabalho a dar regalias, como academia, cursos, restaurante na empresa, flexibilidade no horário de trabalho, bônus, entre outras, de acordo com uma pesquisa feita pela empresa especializada em recrutamento, Curriculum.

Mas essas ações nem sempre são o bastante. Segundo reportagem da norte-americana Forbes, hoje os profissionais estão mais confiantes para o mercado, o que os tornam mais seletivos para escolherem as melhores empresas.

“As pessoas deixam seus patrões, e não seus empregos”, sugere a publicação. “Se você quiser manter os membros mais talentosos de sua equipe, é hora de você começar a olhar no espero e perceber as principais razões pelas quais as pessoas param de ver você como líder.”

A reportagem enumerou algumas razões pelas quais os melhores funcionários buscam outras empresas (e como reverter essa situação). Confira:

1. Você sobrecarrega seus talentos com muitas responsabilidades
Dar maiores responsabilidades para os funcionários mais competentes pode parecer algo lógico para o gestor, mas não é nada bom para quem acumula funções. Se você sobrecarrega seus melhores empregados, está na hora de redistribuir as funções e deixar apenas as mais complexas para eles.

2. Você é um “micro-gestor”
Muitos chefes são promovidos porque foram perfeccionistas em seus cargos anteriores. Agora, na gerência, eles se certificam se as pessoas que ocupam seus antigos cargos exercem as funções como eles.

Fiscalizar o que seus empregados fazem é um indicador de uma boa gestão, mas em algum momento, você se torna um “micro-gestor”. Seus piores empregados provavelmente ficarão felizes por você mostrar o que fazer constantemente. Mas seus talentos não terão a mesma postura. “Eles querem um desafio.”

3. Você nunca está por perto
O oposto do “micro-gestor” é o chefe desconhecido, aquele que nunca está por perto para dar assistência, não sabe ao certo as funções de seus empregados e não dá espaço para eles o procurarem. O maior problema de um gestor distante é não identificar seus verdadeiros talentos e acabar promovendo aquele funcionário que ele tem mais afeto ou aparenta ser eficiente.

4. Você não tem um plano de carreira para seus funcionários
Ninguém busca uma empresa sem saber o quanto pode crescer nela. A falta de perspectiva espanta qualquer funcionário – inclusive, o melhor. Como chefe, é preciso tomar um tempo para conversar com eles e mostrar as oportunidades que sua empresa pode oferecer e como chegar lá.

5. Você provoca brigas e competição excessiva na equipe
Até mesmo o CEO do Google, Larry Page, um dos mais competentes do mundo, não nasceu com profundos conhecimentos sobre práticas de engajamento profissional. Quando começou no Google, Page acreditava que a maneira ideal de conduzir reuniões era instigar grande discussão na equipe: crescia de cargo quem tinha a melhor ideia. Em vez de incentivar os melhores funcionários, ele criou uma séria inimizade, afastando pessoas umas das outras.

6. Seus interesses pessoais estão acima da equipe
Acreditar na empresa e em seus funcionários, além de mostrar que se importa, é a melhor maneira de fazer com que eles também acreditem na causa. Mostre sua vontade de fazer a empresa crescer, assim como seus talentos.

7. Você muda de estratégia a cada trimestre
Assim como abraçar a causa da empresa, o chefe precisa deixar claro quais são suas metas. Dê razões aos seus melhores funcionários se esforçarem cada vez mais, e o que bater a meta representa na vida deles.

 

Fonte: Infomoney de hoje 20/05/14 as 10:23

Deixo o recorde de matéria acima para todos os líderes, chefes, gestores, donos de empresas, etc. como uma reflexão sobre a rotatividade de capital humano sobre seu comando.

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