jan 23 2014

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos.

Adriana Setti

No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.

Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.

Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.

Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro).

O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.

Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”.

Não doeu nada.Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves,  tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).

Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais.

E isso sem falar na questão moral e social da coisa.Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.

Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).

É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha.

Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte dosavoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.

PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade.

Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico.

Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil.

O texto foi escrito pela Adriana Setti

Fonte: http://vagabundoprofissional.com/2013/06/17/voce-e-rico-como-consegue-viajar-por-meses-assim/

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jan 20 2014

O relacionamento interpessoal é fundamental

 

A todo momento estamos cercados de pessoas, seja no trabalho com nossos colegas, em casa com familiares e, até mesmo em nosso círculo de amigos. Somos seres sociáveis e, por isso, é essencial que saibamos manter estas conexões de forma positiva e permanente, gerando crescimento para ambas as partes.

relacionamento interpessoal é fundamental em qualquer organização, são as pessoas que movem os negócios, estão por trás dos números, lucros e todo bom resultado, daí a importância de se investir nas relações humanas.

A valorização de colaboradores é uma prática que deve ser constate de todo líder ou gestor, pois são eles que têm o poder de influenciar profissionais através de suas ações.

Profissionais desvalorizados tendem a perder o foco, se desmotivam facilmente, diminuem sua produtividade o que acaba prejudicando e muito o bom andamento da empresa.

Confira algumas dicas que podem ajudar a manter boas relações interpessoais no ambiente organizacional:

Invista em relacionamentos saudáveis

No trabalho, procure investir em sua equipe e na manutenção de relacionamentos saudáveis. Evite gerar competição uns com os outros e estimule a colaboração e cocriação mútua entre colegas e equipes.

Conheça seus colaboradores

Cada pessoa é única, com suas características e personalidades próprias. Por isso, conheça seus funcionários, saiba qual é o perfil comportamental de cada um, assim será mais fácil identificar a melhor maneira de lidar individualmente ou em grupo com cada um.

Promova o desenvolvimento de sua equipe

Outra dica importante para manter relacionamentos interpessoais de forma positiva e e assertiva para a organização é investir no desenvolvimento de habilidades e aprimoramento de competências da equipe.

Resolva os conflitos

Os conflitos podem acontecer em qualquer circunstância, principalmente no ambiente corporativo, por isso, é importante que chefes e gestores fiquem sempre atentos aos comportamentos do time.

Quando surgirem os conflitos e as diferenças, aja com cautela e não tome partido de ninguém.

Lembre-se que todos são peças chave no sucesso do negócio. Promova a conversa e evite brigas e discussões.

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jan 20 2014

Pedir abraço e gravar a conversa estão entre as atitudes mais estranhas. 48% dos empregadores descobrem em 5 minutos se candidato é bom.

 

Pesquisa do Career Builder, divulgada nesta quinta-feira (16), listou os erros bizarros e mais comuns cometidos por candidatos durante entrevistas de emprego. Pedir abraço, gravar a conversa e verificar o Facebook durante a entrevista ficaram entre as atitudes mais estranhas.

O estudo também mostrou que o início da conversa pode ser essencial para a aprovação do candidato, já que 48% dos empregados disseram que sabem nos primeiros cinco minutos se um candidato é bom ou ruim para a posição e 87% disseram que descobrem nos primeiros 15 minutos.

A pesquisa foi feita nos Estados Unidos entre 6 de novembro a 2 de dezembro de 2013 e incluiu 2.201 gerentes e profissionais de recursos humanos.

“Os empregadores querem ver confiança e genuíno interesse na posição. A entrevista não é apenas uma oportunidade para mostrar suas habilidades, mas também para demonstrar que você é o tipo de pessoa com quem as pessoas vão querer trabalhar”, ressalta Rosemary Haefner, vice-presidente de recursos humanos do CareerBuilder.

 

Veja os erros mais bizarros cometidos em entrevistas:
1) Candidato advertiu que o entrevistador tinha tomado muito tranquilizante e que sua entrevista não foi um indicativo da sua personalidade
2) Candidato agiu como um personagem de Star Trek
3) Candidato agiu como se estivesse respondendo a um telefonema para uma entrevista com um concorrente
4) Candidato chegou se movimentando porque ia para uma corrida após a entrevista
5) Candidato pediu um abraço
6) Candidato tentou gravar a entrevista secretamente
7) Candidato levou álbum com fotos pessoais
8) Candidato chamou a si mesmo de seu herói pessoal
9) Candidato ficou verificando o Facebook durante a entrevista
10) Candidato colidiu seu carro no prédio da empresa
11) Candidato mostrou seus dentes enquanto discutia os benefícios odontológicos
12) Candidato manteve os fones de ouvido do iPod durante a entrevista
13) Candidato incendiou o jornal do entrevistador quando ele pediu pra ser impressionado
14) Candidato disse que questionou a paternidade de sua filha
15) Candidato queria saber o telefone da recepcionista, porque estava gostando dela

 

 

Veja os erros mais comuns durante as entrevistas:
1) Parecer desinteressado (55%)
2) Usar roupas inadequadas (53%)
3) Parecer arrogante (53%)
4) Falar negativamente sobre do empregador atual ou do anterior (50%)
5) Atender o celular ou enviar mensagens de texto durante a entrevista (49%)
6) Parecer desinformado sobre a empresa ou cargo (39%)
7) Não apresentar exemplos específicos (33%)
8) Fornecer muitas informações pessoais (20%)
9) Fazer perguntas pessoais para o contratante (17%)

 

Apesar de a comunicação envolver muito mais do que simplesmente as palavras, alguns candidatos acabam esquecendo que a linguagem corporal pode passar impressões erradas.

 

Veja os erros de linguagem corporal:
1) Deixar de fazer contato com os olhos (70%)
2) Não sorrir (44%)
3) Má postura (35%)
4) Mostrar-se inquieto (44%)
5) Brincar com alguma coisa em cima da mesa (29%)
6) Aperto de mão muito fraco (27%)
7) Cruzar os braços sobre o peito (24%)
8) Brincar com o cabelo ou ficar tocando o rosto (24%)
9) Usar muitos gestos
10) Aperto de mão muito forte (5%)
Fonte: G1 EMPREGOS

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jan 17 2014

7 erros fatais de um currículo

SÃO PAULO – O currículo tem o papel de preparar o caminho para que o candidato a uma vaga de trabalho consiga, na entrevista, convencer o recrutador de que ele é o profissional ideal para aquele cargo.

 

No entanto, na obstinação para conquistar o emprego dos sonhos, muitos acabam caindo em deslizes banais, porém perigosos para um currículo ou até para a carreira.

Conversamos com especialistas para saber quais os principais erros em um currículo. Confira nas próximas páginas:

 

 

1. Ser megalomaníaco

 

O excesso é o primeiro erro fatal de quem está elaborando um currículo. “Há profissionais que descrevem, em detalhes, todos os seus  projetos anteriores ou todos os cursos possíveis que fez ao longo da carreira”, diz Guilherme Brandão, sócio da 2GET. “Nenhum headhunter irá ler um documento destes”.

 

Por isso, concisão é palavra de ordem para quem quer elaborar um bom currículo. A começar pelo limite de páginas. De acordo com especialistas, o currículo ideal deve ter no máximo duas páginas.

 

Para não ultrapassar essa marca, a dica é divulgar no currículo apenas as experiências que são relevantes para o cargo em questão. Limite também o período. Não vale divulgar no currículo um curso que você fez há mais de dez anos.

 

O mesmo critério vale para as premiações que o profissional recebeu.

“O candidato deve apenas divulgar os prêmios que tenham relevância e aderência à carreira dele”, explica Matilde Berna, diretora de transição da Right Management.

2. Pular o essencial (ou o vergonhoso)

 

Se alguns pecam pelo excesso, outros erram pela omissão. Segundo os especialistas, leva cartão vermelho todo candidato que decidir ocultar passagens frustrantes de sua carreira, como uma demissão ou um período curto de tempo em uma empresa.

 

“Se o profissional errou, ele não pode se esquivar disso”, afirma Brandão. Por isso, não hesite em assumir seus erros. Mas prepare-se para encarar questionamentos relacionados a eles na entrevista.

 

Por outro lado, muitos candidatos se esquecem de informações essenciais. De acordo com pesquisa recente da consultoria Right Management, 60% dos recrutadores admitem que é imprescindível que o profissional informe a data de nascimento e o estado civil no currículo.

 

3. Ser discípulo de Pinóquio

 

Além de acabar com a sua reputação, a mentira no currículo, agora, pode levar para a cadeia. Tramita na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que torna crime o ato de publicar informações falsas em um currículo.

 

Segundo o texto do projeto de lei, de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT), a pena prevista é de dois meses a dois anos de detenção.

Por outro lado, não confunda marketing pessoal com autopromoção. Currículos repletos de adjetivos vazios não convencem recrutador algum.

“O candidato precisa mostrar resultados práticos, dados que revelem o perfil dele”, diz Brandão.

 

4. Bancar o caridoso

 

No campo destinado ao trabalho voluntário, por outro lado, não vale fazer pose e bancar a alma mais benevolente da terra.

 

Muitos candidatos, de acordo com os especialistas, compilam uma porção de instituições onde supostamente eles fariam voluntariado. No entanto, isso pode soar irreal demais.

 

Se você apenas oferece apoio esporadicamente para essas instituições, não adianta incluí-las no currículo. Cite apenas trabalhos voluntários onde você está, de fato, muito envolvido.

 

5. Pecar contra a língua portuguesa

 

Assassinar a língua portuguesa é, de longe, um dos erros mais dolorosos de um currículo. Por isso, fique atento para as conjugações verbais e para a ortografia.

 

“O ideal é que o candidato faça frases com verbos substantivados”, afirma Matilde. Assim, segundo ela, em vez de escrever “desenvolvi um projeto”, prefira “desenvolvimento de projeto”, por exemplo.

 

Lembre-se: o currículo pode ser o passaporte para a sua carreira dos sonhos. Erros de português podem demonstrar falta de atenção e de cuidado. “Dá a impressão de que o candidato não se preocupou com a preparação do material”, diz Brandão.

6. Superestimar a fluência

Não brinque com o valor da sua fluência em outro idioma. Não importa o quanto você falou bem outra língua no passado. Se, hoje, seu sotaque anda meio enferrujado, seja sincero no currículo.

 

O recrutador irá testá-lo durante a entrevista. E não pega bem gaguejar uma contradição dessas na frente dele.

 

Por isso, prefira descrever bem qual seu nível real do idioma em questão. Uma dica é colocar a pontuação que você obteve em exames de proficiência de língua estrangeira. Mas não se esqueça de informar a validade desses resultados.

 

“Se o candidato não conseguir sustentar essa informação que colocou no currículo, pode perder uma oportunidade de emprego”, diz Matilde.

 

7. Esbanjar megabytes

 

Atenção para o tamanho do arquivo que você irá enviar para o recrutador via e-mail. Além de não necessárias para um processo de seleção, fotos acabam com a caixa de entrada do correio eletrônico do headhunter.

 

Se o arquivo está muito pesado há risco de não chegar até o recrutador. Ou pior: ele pode ficar tão exausto de esperar pelo download, que irá deletar o arquivo sem ao menos lê-lo.

 

Cuidado também com a formatação. “O currículo é uma apresentação. Faça-o de maneira sintética. Não precisa inventar muito”, diz Brandão.

 

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/carreira/os-7-erros-fatais-de-um-curriculo-29092010-27.shl

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jan 16 2014

Treinamento em BizAge

Você tem que criar um cadastro na página, mas o curso é de graça.

Segue abaixo o conteudo do curso.

Introdução

Entenda o padrão BPMN em somente 4 passos,

1. Veja os vídeos curtos: ‘Bizagi short learning videos’

2. Faça os exercícios e confira as soluções usando o Bizagi Process Modeler.

Modeler

3. Avalie seu progresso de aprendizado com os testes ‘É coreto?’

4. Explore outros recursos em nossa seção ‘Informação relacionada’

 

 News forum

 

Standard BPMN

Elementos básicos

AtividadeAtividades

Comportas Comportas

Eventos Eventos

BPMAutomatização

 

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