mar 17 2014
mar 10 2014
Perfil do Profissional de TI do Futuro: Mentores que ouvem usuários
Profissionais de TIRenato Teodoro Tocaxelli

Muito já se escreveu e falou sobre o Profissional de TI do Futuro, com aspectos mais ou menos técnicos, direcionamentos para soluções de mercado, classificação de suas atividades, mudança de filosofia de trabalho, nível de escolaridade, tipos de cursos, etc.
Estes modelos e prognósticos são muito similares com foco apenas nas habilidades técnicas e diferenciam-se somente pelo objetivo do autor: um tipo de tecnologia, uma forma de comportamento ou as funcionalidades de um software.
Penso que seja interessante mudarmos estas abordagens e projetar o perfil com foco no outro lado, sob o ponto de vista do usuário:
Qual o perfil do Profissional de TI que o Usuário espera encontrar no futuro?

Se há algo que não mudará no futuro, é a existência do Usuário, as suas ansiedades e desejos cada vez mais complexos e urgentes, assim como a inevitável necessidade do Profissional do TI em atendê-lo de maneira cada vez mais eficiente e eficaz.
Lembro-me de ter lido algo de Max Gehringer sobre profissionais do futuro onde “…os profissionais das gerações Y e Z terão uma característica especial: para eles, o trabalho a ser executado é mais importante que a empresa que está pagando pela sua execução. Por natureza, são profissionais que apreciam a autonomia, mesmo que estejam ligados a uma empresa….”.
Os Usuários buscam em TI o mesmo atendimento que recebem em um restaurante VIP, um hotel 5 estrelas ou loja de alto padrão. No futuro eles mudarão suas expectativas? Obviamente não, assim, os Profissionais de TI devem, desde já, se preparar para ser menos “para o meu gosto (Profissional de TI)” e mais “para sua necessidade (Usuário)”.
Qual o trabalho a ser executado pelo Profissional de TI?
O trabalho a ser executado pelo Profissional de TI no futuro será customizado, quase que moldado à demanda do Usuário. Os empregadores, sejam grandes corporações ou empresas de autônomos, terão em TI um cenário massivo de captação e interpretação da solicitação associada aos testes de sanidade com os Usuários, para que cada etapa de um projeto de tecnologia da informação seja compartilhada com os geradores de necessidade, seguindo somente se aprovada.
Outro fator em destaque nesta visão de futuro sob a ótica do Usuário é que a IoT (Internet of Things) será cada vez mais transparente, com seus resultados cada vez mais exigidos pelos usuários como um “dado comum”, por mais que sua integração necessite de centros de inteligência, integração, comando e controle.
Se assim podemos dizer, o perfil deste profissional de TI deverá então ser o de ver o intangível e não mensurado de coisas espalhadas (mas conectadas pela web e nuvens), as opções de refinamento de informações coletadas e seus agrupamentos com informações de outras coisas para produção de um resultado ao qual o Usuário pague (e bem) por este conhecimento gerado.
Um exemplo clássico desta realidade envolve aplicações para pessoas que percorrem caminhos similares em sua rotina, com monitoramento espontâneo, onde ela poderá receber no rádio de seu carro informações de ofertas em postos de gasolina ou cafés da estrada, levando-o a realizar “aquela parada de sempre”, em um lugar novo que gere valor às suas necessidades.
Outro caso corporativo, já usual hoje em dia, mas de forma ainda tímida, envolve os pacientes de um hospital que, desde sua entrada, por meio de uma pulseira com sua identificação em RFID, terá sua rotina controlada, seus exames e diagnósticos encaminhados ao seu prontuário de forma integrada, suas reclamações e solicitações (desta estada ou de anteriores) são destacadas aos enfermeiros e médicos em casos que a inteligência do sistema veja necessidade de ação, todo histórico (deste e de outros hospitais e consultas médicas) são apresentadas e trabalhadas pelo sistema de inteligência que informa e da “dicas” aos médicos, etc.
Perfil do Profissional de TI
O perfil do profissional de TI por trás destas soluções é o de um técnico, que mapeie os processos dos usuários, ouça e interprete suas necessidades, gere testes de soluções que valorizem seus resultados e, ao final, deixe de lado qualquer ego para condicionar o Usuário a acreditar que foi ele quem “criou a ideia e algum técnico qualquer somente fez aquele programinha”.
Assim, uma das características mais importantes neste perfil do futuro do profissional de TI será a habilidade de ouvir o usuário (antes, durante e depois da entrega final), sem a necessidade de explicar toda complexidade técnica do big data por trás daquele aplicativo, a velocidade dos links de comunicação que viabilizam os resultados, os tipos de criptografia que impedem a invasão de criminosos aos seus dados, ou a inteligência artificial que suporta a linguagem de programação mais leve que fez com que tudo desse certo no tempo adequado. O que este usuário deverá saber é quando a solução entrará no ar e como ele fará para acessar por todos os seus devices e redes sociais.
Mas estas mudanças em prol do usuário já sendo absorvidas pela geração Y que se destaca em executar várias tarefas simultaneamente, sem perder o foco de cada uma, com autonomia e valor diferenciado por seu talento e não pelos diplomas que ostenta nas paredes. Em um futuro próximo, teremos a geração Z, com pessoas totalmente conectadas ao mundo digital, buscando encontrar um ambiente de trabalho semelhante ao mundo onde foi criado (casa, escola, clubes, cinemas, etc.), interativo, veloz, repleto de recursos, cheio de autonomia e individualidade, compartilhado e com pleno poder de decisão e acesso aos chefes.
Seja como for, nossos profissionais de TI verão um reflexo de suas características nos seus contratantes e “clientes”: um perfil de alta ansiedade, ousadia descontrolada, impulsividade ora benéfica ora prejudicial ao profissional (e a empresa).
O mundo de profissionais de Tecnologia da Informação terá pela frente uma nova geração de Usuários (X, Y, Z, Alpha, ou qualquer coisa do tipo), com a mesma voracidade por tecnologia aplicada na automatização de suas tarefas rotineiras, com a mesma natureza de conectividade 24 horas por dia, as mesmas ansiedades de tudo pronto agora.
Estes usuários terão a ousadia de achar que pode fazer tudo sozinhos, assim como a autonomia de mudar de fornecedor e solução em um simples “clique” ou zapear de um controle, e nossos profissionais de TI deverão ter em seu perfil a habilidade para surpreender o “seu cliente” e mantê-lo fiel ao seu discurso sempre inovador e atrativo.
Assim, seja qual for à denominação que queira se dar a esta geração de Profissionais de TI, o mais importe é que eles saberão dar o foco no Usuário e não somente ao conteúdo de suas soluções criadas, suas metodologias e padrões de mercado.
Em resumo, este Profissional de TI será um mentor, embasado por uma psicologia comercial básica que valoriza sua espontaneidade e diversidade de ser várias coisas (programador, médico, desenhista, professor, cozinheiro, marqueteiro, engenheiro, administrador, etc.), onde suas tarefas serão baseadas em projetos e resultados, assim como seu grupo de trabalho será heterogêneo, composto de técnicos, especialistas e usuários (talvez consultores de teste), com um sistema mais horizontal e menos hierárquico.
Todos ganham neste futuro, principalmente com produtos finais mais customizados, sustentáveis e capazes de serem replicados a partir de suas funcionalidades de adaptação a cada perfil de usuário básico, mas desenhada e estruturada por profissionais de TI cada vez mais especializados no sentido da audição.
Renato Teodoro Tocaxelli
Formado em ciência da computação, pós-graduado em gestão de negócios e mercado eletrônico pela FGV. Experiência de mais de 20 anos na área comercial, com destaque ao atendimento de Governo, Defesa e Cidades Inteligentes, assim como desenvolvimento de soluções em GRC (governance, risk e compliance), segurança da informação, tecnologia da informação, comunicação eletrônica e EDI.
Ampla vivência no atendimento comercial a clientes de diversos portes, bem como no gerenciamento de equipes de consultores, dimensionamento de projetos e Planejamento Estratégico de GRC, com destaque na estruturação de Centros Integrados de Comando e Controle e conformidade com procedimentos e normativas de infraestrutura crítica.
mar 10 2014
17 atitudes que impedem o profissional de se tornar um líder
Fuja dessas ações se você quer crescer em sua carreira

Veja abaixo os 17 erros mais comuns:
1 – Postura de escravo: ter atitude passiva, acreditando que apenas quando for promovido precisará mudar.
2 – Puxa saco: pensar que será promovido por rir das piadas do chefe é um erro.
3 – Conhecimento pífio: não estudar e não se atualizar, mas imaginar que ninguém nota.
4 – Medo de errar: o medo de decidir é falha grave.
5 – Pai e chefe: Confundir chefe com pai.
6 – O príncipe: achar que tem o direito à vaga apenas por ser herdeiro ou por se sentir especial.
7- Infantilidade: postura imatura em reuniões acaba com boas oportunidades.
8 – Menosprezar projetos pequenos: fazer com desdém por achar fácil, esquecendo que, independente do tamanho, o que se mede é empenho e resultado.
9 – Falta de foco: Trabalhar apenas por dinheiro, sem visão de carreira de médio e longo prazo;
10 – Previsível: entregar apenas o que é solicitado, sem superar as expectativas do superior imediato;
11 – Pata ou galinha: exercer o marketing pessoal de maneira equivocada. Botar ovo pequeno (galinha) e fazer escândalo, ou botar ovo grande (pata) e ficar quieto.
12 – Salto alto: logo após assumir a posição, deixa a humildade de lado e passa a ser o carrasco.
13 – Sabe tudo: Ter o impulso de responder tudo imediatamente, acreditando que esperam dele respostas rápidas apenas.
14 – Largar: abandona a tarefa e não acompanha, assim tenta se isentar da eventual falha.
15 – Indisciplina: acreditar que por se tornar líder pode ser ou continuar sem disciplina;
16 – Guardar tudo na cabeça: dispensar uso de agenda por acreditar que tem memória fotográfica ou não saber usá-la.
17 – Inflexível: acreditar que por ser chefe não é necessário ser flexível e negociar com a equipe.
fev 11 2014
Romance no escritório
Relacionamentos afetivos entre colegas de trabalho nunca foram novidade. Nos Estados Unidos, empregadores estão tomando medidas mais drásticas para proteger as metas e a imagem da empresa, segundo pesquisa
Publicação: 27/01/2014 10:27 Atualização: 27/01/2014 10:29
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| Carlos e Cintia começaram o namoro no laboratório em que trabalham. Hoje, casados, criaram regras próprias |
Em uma jornada típica de oito horas de serviço, entre almoço, reuniões, pausas para o cafezinho e conversas no corredor, é comum o estreitamento de laços de amizades entre colegas. Uma vez que as pessoas passam um terço do dia em ambientes profissionais, não é de se estranhar que os momentos juntos possam levar a relações mais íntimas, como namoro e até casamentos entre amigos no emprego. Mesmo que não seja uma atividade encorajada por parte dos empregadores, relacionamentos amorosos no trabalho são recorrentes, e cresce o número de empresas que adotam políticas restritivas escritas ou verbais a respeito dos inevitáveis romances no escritório. Levantamento realizado em 2013 entre 384 profissionais de RH pela Society for Human Resources Management (SHRM) aponta que o percentual de corporações nos Estados Unidos que adotaram medidas a respeito de relacionamentos afetivos entre funcionários aumentou de 20% para 42% nos últimos oito anos. Entre as justificativas dos empregadores americanos, estão a necessidade de gerir possíveis danos para as metas da equipe, assim como a imagem da empresa, em casos de favoritismo e assédio sexual.
Não existe uma “fórmula do amor” muito diferente para o romance desabrochar no ambiente de trabalho. A proximidade diária, gostos em comum, desejo de crescer na profissão e até mesmo aquela força na hora de resolver algum problema ajudam as pessoas a se sentirem atraídas pelos companheiros de rotina. “É um ambiente propício para iniciar namoros, visto que a interação e o tempo juntos são significativos”, avalia o psicólogo Aílton Amélio da Silva. Segundo dados coletados pelo especialista, 37% dos relacionamentos se iniciam entre conhecidos, como vizinhos, companheiros de escola e de trabalho. “Infelizmente o ambiente também é propício para infidelidade. Gente nova sempre atrai atenção e, em certos casos, as pessoas passam até mais tempo com os colegas do que com as esposas e os maridos”, alerta.
Apesar de a existência das relações pessoais não ser novidade, a pesquisa feita pela SHRM mostra que as preocupações acerca de possíveis problemas de conduta nos locais de trabalho são crescentes. Entre os catalisadores apontados como motivadores para a criação de normas que impedem o romance no escritório, estão o risco de favoritismo e assédio sexual, com 84% e 78% de votos, respectivamente. “O aumento de políticas, ao meu ver, se refere à profissionalização da gestão de pessoas e cuidados legais com esses incidentes”, comenta Renata Magglioca, gerente de inovações da consultoria Cia. de Talentos.
Transparência
Além dos possíveis problemas relativos às normas de conduta, outro argumento utilizado para limitar os vínculos amorosos no trabalho é o risco de que o contato constante do casal possa atrapalhar na hora de cumprir as obrigações. Entretanto, a psicóloga Daniela Gonçalves Macedo destaca que não se pode generalizar o namoro no ambiente em questão como algo negativo, pois, a interação entre indivíduos que vivem as mesmas experiências pode ajudar no crescimento das partes envolvidas. “Existe a possibilidade de partilhar situações e discutir assuntos relacionados à profissão com alguém em quem se confia, e isso é algo positivo a ser levado em conta”, diz. De acordo com pesquisa realizada em 2013 com cerca de 300 profissionais pelo site de empregos Trabalhando.com Brasil, 54% afirmam que, em caso de relação afetiva com colegas, isso não atrapalharia a performance. Para o diretor geral do site no país, Caio Infante, o romance pode servir como motivador para não deixar o rendimento cair, visto que o casal geralmente passa a receber mais atenção por parte dos superiores. “Por medo de perder o emprego, ou ficarem mal vistos, muitos aproveitam para mostrar mais esforço nas atividades, mas isso depende de cada um. A empresa precisa é ser clara a respeito do que é ou não permitido”, explica Caio.
Há 14 anos, Cintia Vidal Silva, 37 anos, e Carlos da Silva Pereira, 39, são exemplo de como o profissionalismo e o relacionamento amoroso podem conviver no local de serviço. Funcionários de setores diferentes de um laboratório clínico, o casal conta que, nos primeiros três meses , o namoro dos dois não era público. No entanto, quando finalmente informaram os colegas e os superiores, nada mudou no ambiente de trabalho. “Até porque sempre fomos discretos e nunca demos motivos para chamarem a nossa atenção. Deixamos claro que a vida pessoal e o emprego são mundos distintos”, explica Cintia. Após um ano e meio de namoro, eles se casaram.
Hoje, o casal afirma que o compromisso em não deixar a vida privada interferir na profissional foi decisivo para manter o convívio saudável na empresa. Eles avaliam que a relação pode trazer até mesmo benefícios para a carreira. “Em casa conversamos a respeito dos desafios do dia a dia”, conta Carlos. Embora a empresa não tenha regras em relação a namoro, eles resolveram adotar algumas atitudes como, por exemplo, manter certa distância.
O coordenador do curso de RH da Faculdade Estácio Facitec, Álvaro Quaglia acredita que um comportamento norteado por regras claras e definidas ajuda na hora de impedir que as relações se tornem dores de cabeça. “É preciso ter uma linha de ação que esclareça se é vetado ou não o namoro. Se existirem políticas que proíbam, cabe à gestão ser firme e exigir o cumprimento dessas regras”, completa. Ainda segundo Quaglia, uma postura ética é necessária tanto por parte da corporação como dos funcionários, para que não existam desentendimentos. “Ficar escondido só piora as coisas. É preciso explicar o que existe entre o casal e o que pode ser feito”, continua.
Discrição e bom senso
Para manter uma boa relação com os empregadores e colegas , cabe à dupla investir em comportamentos que reforcem a postura profissional. A psicóloga Daniela Gonçalves Macedo afirma que a principal dica é manter a discrição. “Não é algo fácil, mas essencial para uma boa conduta e um bomdesempenho de funções”, comenta.
Tomar cuidado com questões éticas e entender que existem limites são outros aspectos a serem levados em conta. Para os especialistas, quando a empresa não permite o relacionamento, ou o namoro se torna alvo de fofocas de corredor, cabe aos envolvidos procurar soluções para evitar danos à carreira de ambos e até ao relacionamento. “Se os boatos estremecerem o nível de confiança com a empresa, os indivíduos podem perder na avaliação geral e afetar a confiança do cargo que tem ocupado”, ressalta a gerente de inovações Renata Magglioca. Caio Infante lembra que é preciso conversar com os superiores, até mesmo para avaliar alternativas como transferências de setor e desligamento do trabalho. “Sair do local é uma indicação e isso acontece mais do que as pessoas imaginam. Geralmente, o RH e os envolvidos procurar fechar um acordo”, explica.

fev 11 2014
Tempo de reflexão
Profissional deve avaliar a trajetória no último ano para evitar a acomodação e seguir em frente na conquista dos objetivos da carreira
Publicação: 27/01/2014 10:17 Atualização: 27/01/2014 10:21
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| Reiner Leite acha importante receber um feedback da chefia, mas ele faz sempre uma autoavaliação |
A velha máxima diz que é preciso analisar a própria história para não repetir erros já amargados. Pois essa regra também se aplica à vida profissional. Para começar bem o ano, especialistas indicam uma revisão da trajetória profissional na empresa atual. Analisar resultados, nível de satisfação, salário e evolução pode revelar o que precisa ser alterado. Em casos críticos, pode ser necessário considerar a possibilidade de mudar de cargo, de emprego e até mesmo de atividade.
Para Débora Barem, professora de administração da Universidade de Brasília (UnB), estabelecer metas e fazer uma autoavaliação é necessário para evitar a acomodação. “Faça uma projeção honesta e imagine-se daqui a cinco ou 10 anos, e pense onde gostaria de estar. A partir daí, defina o que é necessário para alcançar o objetivo”, recomenda. A professora destaca que sistemas de avaliação de desempenho aplicados por empresas ajudam, mas o próprio funcionário pode testar a si mesmo. “A falta de diagnóstico condena a pessoa a uma zona de conforto. Esses testes servem para elaborar um inventário de habilidades e comportamentos e descobrir o que falta para exercer melhor a função”, esclarece.
O assessor especial legislativo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Reiner Leite, 42 anos, representa a organização na Câmara dos Deputados e utiliza a avaliação interna para se reposicionar. “É importante receber um feedback da chefia e ter a oportunidade de perceber falhas, mas eu também avalio a mim mesmo constantemente”, conta. Depois de entrar na organização como auxiliar administrativo, Reiner fez faculdade de administração e de direito. A capacitação foi reconhecida com várias promoções na carreira. Ao refletir sobre os 19 anos de trabalho na instituição, Reiner se sente satisfeito e valorizado.
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| Dayane Freire está cursando pós-graduação em desenvolvimento de sistemas para se sair melhor na função |
Reconhecimento
Trabalhando há cinco anos como analista financeira, a contadora Mayana Nascimento, 30 anos, fez especialização em gestão empreendedora de negócios. “Adquiri habilidades úteis, mas não houve nenhum reconhecimento. Não fiquei frustrada, porque isso é comum na empresa”, admite. Ela almeja ocupar um cargo de gerência no futuro e se arrepende de nunta ter trabalhado como contadora.
João Xavier, diretor-geral da Ricardo Xavier Recursos Humanos, recomenda que Mayana repense essa frustração. “O objetivo de ser executiva está mais ligado à área financeira e administrativa em que ela já atua do que à contabilidade. Talvez ela esteja no melhor setor e nem tenha se dado conta. Por isso, é importante fazer um balanço”, afirma. O consultor esclarece ainda que formação e tempo de serviço não bastam para conquistar um cargo melhor: obter resultados buscados pela empresa e demonstrar conhecimento técnico, motivação, evolução intelectual e emocional fazem diferença. João Xavier recomenda que todo funcionário, independentemente da função, avalie a própria carreira pelo menos uma vez por ano. “É importante olhar para trás para saber se está mesmo saindo do lugar. Apenas trabalhar e ‘deixar a vida me levar’ não é suficiente. É preciso estabelecer metas, com prazos, avaliar o que precisa realizar para alcançá-las e fazer o máximo para cumpri-las.”
No caminho certo
Formada em ciência da computação, Dayane Freire, 27 anos, é analista programadora há três anos numa empresa de tecnologia. Ela identificou áreas em que precisa melhorar e teve a iniciativa de buscar conhecimento. “Em 2014, comecei uma pós-graduação em desenvolvimento de sistemas para me sair melhor na função. Também pretendo fazer um intercâmbio de um mês para adquirir fluência no inglês. A empresa tem filiais em outros países e surgem oportunidades no exterior. Isso vai abrir portas para mim”, acredita.
O coach Homero Reis sabe que poucos profissionais fazem autoavaliações, mas orienta que mudem de atitude. “É preciso avaliar-se para ter uma visão correta da posição no mercado. Descobrir um ponto fraco é um desafio a ser enfrentado para seguir em frente”, destaca. Homero pondera que testar a si mesmo é difícil, pois é preciso ter senso de honestidade e controle para não ocorrer autossabotagem.
Um processo de coaching pode ajudar a ter uma avaliação neutra. A professora da UnB Débora Barém afirma, porém, que o serviço não é acessível a todos. “O coaching é sensacional para quem tem condições de pagar, pois ajuda a avaliar o próprio progresso e a atingir metas. Avaliar a si mesmo é a opção mais barata”, explica.
Dono de uma agência de comunicação, Flávio Resende, 36 anos, buscou ajuda de um profissional em 2009. “O coaching revolucionou meu desempenho, pois identifiquei os problemas que tinha.”
Palavra de especialista
Uma escolha particular
Para testar a si mesmo, perceba as oportunidades do trabalho: se a empresa oferece desafios é porque vê potencial em você. Se não, o empregado precisa pensar na percepção que os outros têm dele. Além de medir o próprio rendimento, uma sugestão é consultar a opinião de colegas, chefes e parceiros para obter uma visão clara do que os outros percebem e para não ter ilusões. Apesar de deixar alguns intimidados, pedir feedback é algo bem-visto, porque significa que a pessoa está preocupada com o seu desempenho. Cada vez mais empresas consideram que a carreira é algo individual e depende de escolhas pessoais. Por isso, avaliar a própria trajetória faz toda diferença para avançar.
Jussara Dutra, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Senior, empresa de gestão




