ago 28 2014

Quando o cliente diz “chega, não dá mais”

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Lidar com clientes pode não ser uma tarefa fácil. Há os que querem receber mais do que dão em contrapartida, que não cumprem com seus compromissos quando são devidos, que buscam demasiadamente por atenção, que desaparecem por completo, que barganham o tempo todo, que questionam tudo ou que não sabem o que quer. Mas isso é a exceção, não a regra, clientes quando bem atendidos propiciam excelentes resultados para as organizações e essas deveriam fazer o mesmo por eles. É preciso encontrar e oferecer o que os clientes buscam considerando:

  • Proposição de valor. Promessa implícita de entregar uma combinação de valores
  • Modelo operacional movido a valor. Processos, sistemas, infraestrutura e cultura que permitem cumprir a proposição de valor
  • Disciplinas de valor. Combinação de modelos e proposições de valor para se destacar no mercado

Quando gestores são indagados pelo motivo de os clientes abandonarem seus produtos e serviços, normalmente apontam algum problema ocorrido recentemente. Também indicam alguma oferta promocional do concorrente que realmente pode ter ocorrido. As equipes, por sua vez, dizem que foram treinadas para realizar tarefas e não para construir relacionamentos com clientes levando cuidadosamente em consideração o que dizem.

Relacionamentos são baseados em confiança que se constrói com o tempo. Começam com os primeiros contatos, depois são colocados à prova e decisões são tomadas se devem se manter ou terminar

Tipicamente, a desilusão dos clientes advém de um longo período de erosão da confiança resultante de interações ruins com os interlocutores da organização e com seus produtos ou serviços. A experiência negativa e o ressentimento se acumulam até o ponto que o cliente diz “chega, não dá mais”. Nesse momento, as organizações tentam várias estratégias para evitar a deserção, em especial ofertar descontos que até podem reverter a decisão momentânea do cliente, mas que se tornam ineficazes e caras no longo prazo – toda vez que ocorrer algo errado o cliente irá esperar por incentivos. O maior problema não é somente se perder um cliente, mas provavelmente perdê-lo para sempre. Experiências negativas levam à formação de traumas que quando se instalam são difíceis de remover.

Os clientes poderão ter uma excelente experiência em um hotel econômico ou em um hotel cinco estrelas, tudo depende da expectativa que é criada e como ela é atendida

Então, tudo é uma questão de se gerenciar expectativas. Matt Watkinson relata em seu livro “Ten Principles behind Great Customer Experiences” que expectativas são críticas porque estão conectadas à forma como o cérebro funciona. Os neurônios dopaminérgicos responsáveis por regular as emoções geram padrões com base na experiência e ativam emoções de acordo com a previsão. Quando tudo corre conforme previsto, esses neurônios geram sensações que promovem bem-estar e motivação positiva do comportamento, caso contrário promovem depressão. O cérebro é projetado para acentuar o impacto dos erros a fim de aprender com eles e ampliar as chances de sobrevivência. Quando algo esperado não ocorre, o cérebro foca atenção.

As organizações economizariam recursos e melhorariam seu desempenho se não prometessem o que não podem entregar e mostrassem com clareza aos clientes o que estão vendendo e como poderiam fazer bom uso.

© José Davi Furlan

28/08/2014

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ago 22 2014

Protegido: Curso Básico de BPMN (Desconto Especial de 50%)

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ago 18 2014

I Fórum de Governança Corporativa

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O Serpro, em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, convida você a participar do I Fórum de Governança Corporativa, que será realizado no dia 28 de agosto de 2014, no auditório da Sede do Serpro, em Brasília, a partir das 9h, com transmissão pela internet.

O evento objetiva debater a governança corporativa na administração pública, gerando insumos para os trabalhos a serem desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho de Governança Corporativa, no âmbito do segmento Áreas de Integração para o Governo Eletrônico, da Arquitetura ePING – Padrões de Interoperabilidade Brasil.

Programação
9h – Abertura: A Integração pela Governança
10h – Mesa 1: A Experiência da Asege na gestão de projetos estratégicos do Governo Federal
10h30 – Mesa 2: As arquiteturas e a governança corporativa de TI e de dados
12h – Intervalo
14h – Mesa 3: Experiências em governança na academia, governo e mercado
16h10 – Intervalo
16h20 – Mesa 4: O desenvolvimento de competências para a governança corporativa
17h20 às 18h – Encerramento
Data: 28 de agosto de 2014
Horário: 9h às 18h
Local: Auditório da Sede do Serpro
O evento será transmitido pelo Assiste – Video Streaming Livre do Serpro.
Programação completa:
http://primeiraleitura.serpro.gov.br/arquivos/i-forum-governanca-corporativa

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ago 05 2014

Lições Globais dos Técnicos da Copa do Mundo

Lições Globais dos Técnicos da Copa do Mundo

Por Kevin Korterud

http://jzbrasil.com/congressos/pmi/agosto/imagens/port_novidade01.jpg

As pessoas ao redor do mundo estiveram ligadas na Copa do Mundo da FIFA. Até gerentes de projetos sobrecarregados tentaram arranjar um tempo para acompanhar a cobertura do campeonato internacional de futebol e torcer por seu país.

Consigo encontrar muitos paralelos entre o que ocorre no campo e alguns dos desafios enfrentados pelos gerentes de projetos. Tanto os técnicos bem-sucedidos da Copa do Mundo quanto os gerentes de projetos passam muito tempo dando instruções para uma equipe com o intuito de mitigar eventos inesperados. Eis quatro lições a serem aprendidas com esses técnicos e que poderiam ajudar a assegurar que o seu projeto gere bons resultados em meio ao inesperado:

1. Defina quem são os iniciantes e os especialistas. Os técnicos da Copa do Mundo sabem que habilidades os principais membros da equipe devem ter para vencer os jogos.  Eles também têm um conhecimento profundo das habilidades, capacidades, tolerância e adaptabilidade dos jogadores com relação a situações inconstantes. Tal conhecimento permite que os treinadores selecionem os jogadores que irão iniciar a partida, bem como os especialistas que entrarão em campo quando os jogadores principais precisarem de apoio. 

Os gerentes de projetos também deveriam saber quais os principais membros da equipe precisam estar no início de um projeto, assim como os recursos especializados tais como especialistas em determinados assuntos no mercado ou planejadores de trabalho necessários para a conclusão do projeto, de modo a garantir o sucesso.

2. Seja um treinador, não um jogador. Uma das tendências mais arriscadas para um treinador é tentar passar a própria experiência como jogador aos membros da equipe. Os melhores técnicos na Copa do Mundo focam em fazer com que o time tenha um bom desempenho como um todo, mas não em fornecer instruções detalhadas a respeito de técnicas com a bola. Treinadores especializados (preparadores físicos ou treinadores de goleiros, por exemplo) e os companheiros de equipe deveriam fornecer esse tipo detalhado de instrução, deixando o técnico do país na Copa do Mundo livre para conduzir o andamento do jogo.

Os gerentes de projetos podem fazer o mesmo ao identificar e empregar os recursos especializados que podem auxiliar os membros da equipe com o básico, como escrever bons requerimentos e criar planos de trabalho. Isso libera os gerentes de projetos para focalizarem na solução de riscos e problemas ao longo do projeto. 

3. Certifique-se de que todos conhecem as jogadas. Os técnicos da Copa do Mundo se esforçam muito para empregar jogadas que são adequadas para seus jogadores. Além disso, eles passam o tempo criando novas jogadas que podem ser usadas em situações inesperadas que podem surgir durante um jogo. O técnico da Copa do Mundo investe bastante tempo preparando e treinando o time, certificando-se de que as jogadas são executadas de modo tranquilo e eficiente. 

Os gerentes de projetos podem fazer o mesmo ao identificar as abordagens corretas ou seja, os métodos, processos e ferramentas e ao passar tempo com a equipe para praticar a execução dessas abordagens.

4. Dê um feedback sobre os resultados. Ao término de cada jogo, os técnicos da Copa do Mundo passam um tempo com a equipe, e também com a mídia, e compartilham as opiniões sobre os resultados do jogo. Além disso, eles frequentemente compartilham as principais decisões e os resultados que podem ter levado à vitória ou derrota do time. Os técnicos da Copa do Mundo fazem isso de um jeito que reflete o esforço geral da equipe, em oposição ao esforço de alguns principais jogadores.

Os gerentes de projetos deveriam fornecer esse tipo de feedback em intervalos regulares, ao longo do projeto, em especial durante as reuniões acerca do status do projeto. Os projetos também apresentam o equivalente quanto à atenção da mídia na forma de patrocinadores; dessa forma, os gerentes de projetos deveriam fornecer o mesmo tipo de feedback com frequência e abertamente.

Quais comportamentos e práticas você acha que podem auxiliar os gerentes de projetos a criarem projetos vencedores?

Este artigo foi publicado pela primeira vez em 25 de junho de 2014 no blog Voices on Project Management.

Fonte: http://blogs.pmi.org/blog/voices_on_project_management/2014/06/world-class-lessons-from-world.html

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ago 05 2014

Princípios Não Negociáveis da Liderança

Princípios Não Negociáveis da Liderança

Por Dave Wakeman, PMP

Profissionais de gerenciamento de projetos muitas vezes se concentram apenas nos detalhes para finalizar um projeto a todo custo. Isso pode levar a decisões e ações das quais podemos nos arrepender futuramente, pois elas comprometem a posição de líder dentro de uma organização. Existem três pilares da liderança que nós, como gerentes de projetos, precisamos cultivar e sem negociação, não importa quão difícil seja o projeto.

1. Integridade: É fácil para um gerente de projetos se comprometer e tomar decisões que estão em uma zona nebulosa entre o certo e o errado. Para ser um forte líder de projetos, é importante mostrar personalidade no processo de tomada de decisão. Mesmo que passar por cima dos seus princípios faça com que o projeto atual transcorra de maneira mais tranquila; em longo prazo, você diminuirá sua eficácia como líder. E lembre-se de que suas ações como líder têm um grande impacto sobre a equipe se você quer poupar tempo e energia ou comprometer as suas tomadas de decisão, como pode esperar algo a mais de sua equipe? Mantenha a sua integridade definindo princípios claros de operação para sua equipe no início do projeto e agindo sempre dentro desses princípios durante todo o projeto, mesmo que seja difícil.

2. Adaptabilidade: Como gerentes de projeto, temos fortes metodologias e normas que orientam os processos de planejamento, implementação e acompanhamento. Às vezes, é fácil permitir que essas metodologias atrapalhem a flexibilidade. Para ser um grande líder, é necessário estar confortável com a metodologia e ter fé na sua compreensão da mesma e no processo de tomada de decisão. Ao mesmo tempo, é preciso ser flexível o suficiente para mudar a dinâmica de um projeto. Essa dinâmica pode ocorrer à medida que o projeto se desenvolve: quando os recursos são limitados após a alocação; quando um patrocinador ou um stakeholder faz novas exigências, ou até mesmo quando se tem que interromper um projeto porque ele não mais se encaixa nos objetivos estratégicos da organização. Nesses casos, confie no plano sólido que desenvolveu anteriormente, mas esteja disposto e preparado para mudar ou descartar aquele plano quando ele não se adequar mais às novas circunstâncias.

3. Julgamento:Gerentes de projetos passam a maior parte do tempo agindo como comunicadores entre a equipe, o patrocinador e os stakeholders. Consequentemente, surge uma grande quantidade de informação, e o gerente de projetos deve ter confiança, discernimento e opinião para trabalhar com aquelas informações ou descartá-las. Além da comunicação, o gerente de projetos é responsável por tomar decisões que afetam não só os stakeholders, como também o desempenho geral dos negócios e da organização. Dois pontos muito importantes precisam ser destacados. Em primeiro lugar, você tem que ser paciente, porque as grandes decisões não vêm todos os dias e quando vêm, é preciso ser ousado o suficiente para agir. Em segundo lugar, você também tem que trabalhar dentro da sua organização de modo a ganhar a confiança necessária para tomar decisões e, mais importante, para cometer erros ao longo do caminho. A curva de aprendizagem não é uma linha reta, e você precisa do apoio de seus patrocinadores e supervisores para obter a experiência necessária para tomar decisões. Porque, ao final do dia, a opinião gira em torno da experiência. Ao fazer dessas habilidades o cerne do seu processo de desenvolvimento de liderança pessoal, é possível tomar todas as outras decisões relativas ao projeto com a clareza e confiança necessárias rumo ao sucesso do mesmo.

Quais são as suas habilidades essenciais de liderança? Descubra que outras habilidades você pode aguçar para colaborar com o sucesso da sua organização no Pulse of the Profession® 2014 do PMI.

Este artigo foi publicado pela primeira vez em 4 de março de 2014 no blog Voices on Project Management.

Fonte: http://blogs.pmi.org/blog/voices_on_project_management/2014/03/the-non-negotiables-of-leaders.html

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