{"id":461,"date":"2015-06-26T09:17:58","date_gmt":"2015-06-26T12:17:58","guid":{"rendered":"http:\/\/bgnweb.com.br\/portal2\/?p=461"},"modified":"2015-06-26T09:31:14","modified_gmt":"2015-06-26T12:31:14","slug":"modelos-de-processos-de-softwares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bgnweb.com.br\/portal2\/2015\/06\/26\/modelos-de-processos-de-softwares\/","title":{"rendered":"A Engenharia de Software com BPMS Par. 2"},"content":{"rendered":"<h2>Parte 2 Modelos de Processos de Softwares<\/h2>\n<p>Antes de falar e entender o que \u00e9 Processos de Softwares, devemos entender o que \u00e9 a Engenharia de Softwares. Ela pode ser definida com a aplica\u00e7\u00e3o de uma abordagem sistem\u00e1tica, disciplinada e quantific\u00e1vel para o desenvolvimento, opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do software. O estudo de abordagens e princ\u00edpios a fim de obter economicamente softwares confi\u00e1veis e que executem de forma eficiente nas m\u00e1quinas e ambientes reais.<\/p>\n<p>Desta defini\u00e7\u00e3o podemos elencar um conjunto de tr\u00eas elementos b\u00e1sicos fundamentais: m\u00e9todos, ferramentas e procedimentos. Os m\u00e9todos proporcionam os detalhes de \u201ccomo fazer\u201d para construir o software. As ferramentas d\u00e3o suporte automatizado aos m\u00e9todos. Os procedimentos constituem o elo entre os m\u00e9todos e ferramentas fornecendo a sequ\u00eancia em que os m\u00e9todos ser\u00e3o aplicados. O conjunto de etapas que envolve m\u00e9todos, ferramentas e procedimentos s\u00e3o conhecidas como componentes do Ciclo de Vida de Software ou Processo de Software.<\/p>\n<p>O Processo de Software pode ser definido como um conjunto de atividades necess\u00e1rias para transformar os requisitos dos usu\u00e1rios em um sistema de software. Existem v\u00e1rios processos de software, contudo podemos citar um conjunto de atividades gen\u00e9ricas de todo processo de software: especifica\u00e7\u00e3o, o que o sistema deve fazer e suas restri\u00e7\u00f5es; desenvolvimento, produ\u00e7\u00e3o do sistema de software; valida\u00e7\u00e3o, verifica se o software \u00e9 o que o cliente deseja; evolu\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as no software e respostas as novas solicita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um dos objetivos do Processo de Software \u00e9 oferecer orienta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 ordem das atividades de uma equipe de desenvolvimento de software. Uma defini\u00e7\u00e3o de quem faz o que e como. Desta forma cada pessoa envolvida na equipe de desenvolvimento entende o que precisa fazer para desenvolver o sistema e membros da equipe passam a conhecer as atividades de todos os outros membros. Os Processos de Softwares possuem diferentes abordagens e, com o tempo, constituiu-se modelos te\u00f3ricos para estas abordagens.\u00a0 Estes modelos s\u00e3o uma representa\u00e7\u00e3o abstrata de um processo de software, que explica diferentes abordagens do desenvolvimento do software. Aqui citamos: Cascata; Prototipa\u00e7\u00e3o; Evolutivo; Orientado a Reuso; H\u00edbridos; Iterativo e Incremental (RUP); Espiral.<\/p>\n<p>O RUP, abrevia\u00e7\u00e3o de Rational Unified Process (ou Processo Unificado Rational), \u00e9 um processo propriet\u00e1rio de Engenharia de software Iterativo e Incremental que fornece t\u00e9cnicas a serem seguidas pelos membros da equipe de desenvolvimento de software com o objetivo de aumentar a sua produtividade no processo de desenvolvimento. Ela usa a abordagem da orienta\u00e7\u00e3o a objetos em sua concep\u00e7\u00e3o e \u00e9 projetado e documentado utilizando a nota\u00e7\u00e3o UML (Unified Modeling Language) para ilustrar os processos em a\u00e7\u00e3o. Utiliza t\u00e9cnicas e pr\u00e1ticas aprovadas comercialmente, contudo \u00e9 um processo considerado pesado e preferencialmente aplic\u00e1vel a grandes equipes de desenvolvimento e a grandes projetos, por\u00e9m o fato de ser amplamente customiz\u00e1vel torna poss\u00edvel que seja adaptado para projetos de qualquer escala (Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre, 2015, p. com adapta\u00e7\u00f5es). Algumas vertentes, ao utiliza-se de tais modelos, achavam sua formaliza\u00e7\u00e3o excessiva ou o consideram um processo moroso, mesmo depois de adapta\u00e7\u00f5es. Sugiram ent\u00e3o outros modelos Interativos e Incrementais com o objetivo de tornar o desenvolvimento mais \u00e1gil e diminuir a documenta\u00e7\u00e3o e controles que os modelos at\u00e9 ent\u00e3o existentes utilizavam. Apareceram ent\u00e3o as Metodologias \u00e1geis como Scrum e Extreme Programming (XP).<\/p>\n<p>Ambos Scrum e Extreme Programming (XP) pregam que a equipe complete alguma parte palp\u00e1vel de trabalho que seja entreg\u00e1vel ao fim de cada itera\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o perseguem o desenho do diagrama UML \u2013 (Unified Modeling Language &#8211; linguagem de modelagem que permite representar um sistema de forma padronizada) perfeito em ferramentas case, a escrita do documento de requisitos perfeito, ou a escrita do c\u00f3digo que poder\u00e1 acomodar todas as mudan\u00e7as futuras imagin\u00e1veis. Ao inv\u00e9s disso, equipes Scrum e XP focam em ter as coisas prontas.\u00a0(Kniberg, 2007)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/bgnweb.com.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/The-Project-Cartoon-Beta.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-462\" src=\"http:\/\/bgnweb.com.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/The-Project-Cartoon-Beta-1024x650.png\" alt=\"The Project Cartoon Beta\" width=\"641\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/www.bgnweb.com.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/The-Project-Cartoon-Beta-1024x650.png 1024w, https:\/\/www.bgnweb.com.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/The-Project-Cartoon-Beta-300x190.png 300w, https:\/\/www.bgnweb.com.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/The-Project-Cartoon-Beta-600x381.png 600w, https:\/\/www.bgnweb.com.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/The-Project-Cartoon-Beta.png 1133w\" sizes=\"auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 2 Project Carton .com (The Project Cartoon Beta, 2015)<\/p>\n<p>Este problema se d\u00e1 porque colaboradores n\u00e3o t\u00eam uma vis\u00e3o sist\u00eamica da organiza\u00e7\u00e3o. A analogia seria a entrega de uma pe\u00e7a de um quebra cabe\u00e7a, onde quem o est\u00e1 entregando n\u00e3o sabe qual \u00e9 a imagem que deve formar ao final. Os colaboradores sabem descrever como \u00e9 uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7as, mas por n\u00e3o ter a vis\u00e3o da imagem que o quebra-cabe\u00e7as tem que formar, n\u00e3o sabe descrever bem as \u201ccurvas\u201d para que a pe\u00e7a se encaixe com outras e forme a imagem final, que seria o sistema de informa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o ponta a ponta. O problema ent\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 restrito ao Modelo de Processo de Software e sim a cultura organizacional. Para mitigar este e outros problemas, abordagens sist\u00eamicas foram propostas para a cultura organizacional. Todos os modelos t\u00eam suas vantagens e desvantagens, contudo o equil\u00edbrio entre os modelos e a adaptabilidade para cada realidade organizacional passou a ser chave para resolver problemas que se apresentaram e ainda persistiam deis de a \u201cCrise do Software\u201d. Mesmo conseguindo o \u201cequil\u00edbrio\u201d e \u201cadaptabilidade\u201d de algum modelo a realidade organizacional, a mesma, ao final, poderia ainda ter sistemas que n\u00e3o atendem todas as suas necessidades, e, muitas vezes, passa a desenvolver sistemas a altos cursos com poucos retornos reais.<\/p>\n<p>Este problema se d\u00e1 porque colaboradores n\u00e3o t\u00eam uma vis\u00e3o sist\u00eamica da organiza\u00e7\u00e3o. A analogia seria a entrega de uma pe\u00e7a de um quebra cabe\u00e7a, onde quem o est\u00e1 entregando n\u00e3o sabe qual \u00e9 a imagem que deve formar ao final. Os colaboradores sabem descrever como \u00e9 uma pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7as, mas por n\u00e3o ter a vis\u00e3o da imagem que o quebra-cabe\u00e7as tem que formar, n\u00e3o sabe descrever bem as \u201ccurvas\u201d para que a pe\u00e7a se encaixe com outras e forme a imagem final, que seria o sistema de informa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o ponta a ponta. O problema ent\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 restrito ao Modelo de Processo de Software e sim a cultura organizacional. Para mitigar este e outros problemas, abordagens sist\u00eamicas foram propostas para a cultura organizacional.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Assine nossa Newsletter para receber por e-avisos sobre novas publica\u00e7\u00f5es na p\u00e1gina e aguarde as outras duas\u00a0partes deste artigo e compartilhe nas redes sociais para divulga\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte 2 Modelos de Processos de Softwares Antes de falar e entender o que \u00e9 Processos de Softwares, devemos entender o que \u00e9 a Engenharia de Softwares. Ela pode ser definida com a aplica\u00e7\u00e3o de uma abordagem sistem\u00e1tica, disciplinada e quantific\u00e1vel para o desenvolvimento, opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do software. 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