{"id":115,"date":"2014-02-11T12:26:11","date_gmt":"2014-02-11T15:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/bgnweb.com.br\/portal2\/?p=115"},"modified":"2014-02-11T12:26:11","modified_gmt":"2014-02-11T15:26:11","slug":"romance-no-escritorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bgnweb.com.br\/portal2\/2014\/02\/11\/romance-no-escritorio\/","title":{"rendered":"Romance no escrit\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<div><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">Relacionamentos afetivos entre colegas de trabalho nunca foram novidade. Nos Estados Unidos, empregadores est\u00e3o tomando medidas mais dr\u00e1sticas para proteger as metas e a imagem da empresa, segundo pesquisa<\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">Publica\u00e7\u00e3o:\u00a027\/01\/2014 10:27\u00a0Atualiza\u00e7\u00e3o:\u00a027\/01\/2014 10:29<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" title=\"Carlos e Cintia come\u00e7aram o namoro no laborat\u00f3rio em que trabalham. Hoje, casados, criaram regras pr\u00f3prias\n\n (Antonio Cunha)\" alt=\"Carlos e Cintia come\u00e7aram o namoro no laborat\u00f3rio em que trabalham. Hoje, casados, criaram regras pr\u00f3prias\n\n (Antonio Cunha)\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/7TOEKQ1kTGzL10QTu0WYvP98lQ6soZBjkxSjN1-JGN5x10PFFlZF0MT8jZGNmiMIVXeIVQKh7_FxJkRl8IEQa8Oy0Erl27T2O_lM9FJMrswDOfxqtVjdm_B2dxYabEVNeeAqsbJui3UhoB_Rbrt_fgGCP3vU_3dhZHGQpKNniD88jo8d=s0-d-e1-ft#http:\/\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/01\/27\/409765\/20140127092818567900a.jpg\" border=\"0\" \/><\/span><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">Carlos e Cintia come\u00e7aram o namoro no laborat\u00f3rio em que trabalham. Hoje, casados, criaram regras pr\u00f3prias<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">Em uma jornada t\u00edpica de oito horas de servi\u00e7o, entre almo\u00e7o, reuni\u00f5es, pausas para o cafezinho e conversas no corredor, \u00e9 comum o estreitamento de la\u00e7os de amizades entre colegas. Uma vez que as pessoas passam um ter\u00e7o do dia em ambientes profissionais, n\u00e3o \u00e9 de se estranhar que os momentos juntos possam\u00a0 levar a rela\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas, como namoro e at\u00e9 casamentos entre amigos no emprego. Mesmo que n\u00e3o seja uma atividade encorajada por parte dos empregadores, relacionamentos amorosos no trabalho s\u00e3o recorrentes, e cresce o n\u00famero de empresas que adotam pol\u00edticas restritivas escritas ou verbais a respeito dos inevit\u00e1veis romances no escrit\u00f3rio. Levantamento realizado em 2013 entre 384 profissionais de RH pela Society for Human Resources Management (SHRM) aponta que o percentual de corpora\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos que adotaram medidas a respeito de relacionamentos afetivos entre funcion\u00e1rios aumentou de 20% para 42% nos \u00faltimos oito anos. Entre as justificativas dos empregadores americanos, est\u00e3o a necessidade de gerir poss\u00edveis danos para as metas da equipe, assim como a imagem da empresa,\u00a0 em casos de favoritismo e ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma \u201cf\u00f3rmula do amor\u201d muito diferente para o romance desabrochar no ambiente de trabalho. A proximidade di\u00e1ria, gostos em comum, desejo de crescer na profiss\u00e3o e at\u00e9 mesmo aquela for\u00e7a na hora de resolver algum problema ajudam as pessoas a se sentirem atra\u00eddas pelos companheiros de rotina. \u201c\u00c9 um ambiente prop\u00edcio para iniciar namoros, visto que a intera\u00e7\u00e3o e o tempo juntos s\u00e3o significativos\u201d, avalia o psic\u00f3logo A\u00edlton Am\u00e9lio da Silva. Segundo dados coletados pelo especialista, 37% dos relacionamentos se iniciam entre conhecidos, como vizinhos, companheiros de escola e de trabalho. \u201cInfelizmente o ambiente tamb\u00e9m \u00e9 prop\u00edcio para infidelidade. Gente nova sempre atrai aten\u00e7\u00e3o e, em certos casos, as pessoas passam at\u00e9 mais tempo com os colegas do que com as esposas e os maridos\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Apesar de a exist\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es pessoais n\u00e3o ser novidade, a pesquisa feita pela SHRM mostra que as preocupa\u00e7\u00f5es acerca de poss\u00edveis problemas de conduta nos locais de trabalho s\u00e3o crescentes. Entre os catalisadores apontados como motivadores para a cria\u00e7\u00e3o de normas que impedem o romance no escrit\u00f3rio, est\u00e3o o risco de favoritismo e ass\u00e9dio sexual, com 84% e 78% de votos, respectivamente. &#8220;O aumento de pol\u00edticas, ao meu ver, se refere \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o de pessoas e cuidados legais com esses incidentes&#8221;, comenta Renata Magglioca, gerente de inova\u00e7\u00f5es da consultoria Cia. de Talentos.<\/p>\n<p><strong>Transpar\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\"><b><br \/>\n<\/b>Al\u00e9m dos poss\u00edveis problemas relativos \u00e0s normas de conduta, outro argumento utilizado para limitar os v\u00ednculos amorosos no trabalho \u00e9 o risco de que o contato constante do casal possa atrapalhar na hora de cumprir as obriga\u00e7\u00f5es. Entretanto, a psic\u00f3loga Daniela Gon\u00e7alves Macedo destaca que n\u00e3o se pode generalizar o namoro no ambiente em quest\u00e3o como algo negativo, pois, a intera\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos que vivem as mesmas experi\u00eancias pode ajudar no crescimento das partes envolvidas. \u201cExiste a possibilidade de partilhar\u00a0 situa\u00e7\u00f5es e discutir assuntos relacionados \u00e0 profiss\u00e3o com algu\u00e9m em quem se confia, e isso \u00e9 algo positivo a ser levado em conta\u201d, diz. De acordo com pesquisa realizada em 2013 com cerca de 300 profissionais pelo site de empregos Trabalhando.com Brasil, 54% afirmam que, em caso de rela\u00e7\u00e3o afetiva com colegas, isso n\u00e3o atrapalharia a performance. Para o diretor geral do site no pa\u00eds, Caio Infante, o romance pode servir como motivador para n\u00e3o deixar o rendimento cair, visto que o casal geralmente passa a receber mais aten\u00e7\u00e3o por parte dos superiores. \u201cPor medo de perder o emprego, ou ficarem mal vistos, muitos aproveitam para mostrar mais esfor\u00e7o nas atividades, mas isso depende de cada um. A empresa precisa \u00e9 ser clara a respeito do que \u00e9 ou n\u00e3o permitido\u201d, explica Caio.<\/p>\n<p>H\u00e1 14 anos, Cintia Vidal Silva, 37 anos, e Carlos da Silva Pereira, 39, s\u00e3o exemplo de como o profissionalismo e o relacionamento amoroso podem conviver no local de servi\u00e7o. Funcion\u00e1rios de setores diferentes de um laborat\u00f3rio cl\u00ednico, o casal\u00a0 conta que, nos primeiros tr\u00eas meses , o namoro dos dois n\u00e3o era p\u00fablico. No entanto, quando finalmente informaram os colegas e os superiores, nada mudou no ambiente de trabalho. \u201cAt\u00e9 porque sempre fomos discretos e nunca demos motivos para chamarem a nossa aten\u00e7\u00e3o. Deixamos claro que a vida pessoal e o emprego s\u00e3o mundos distintos\u201d, explica Cintia. Ap\u00f3s um ano e meio de namoro, eles se casaram.<\/p>\n<p>Hoje, o casal afirma que o compromisso em n\u00e3o deixar a vida privada interferir na profissional foi decisivo para manter o conv\u00edvio saud\u00e1vel na empresa. Eles avaliam que a rela\u00e7\u00e3o pode trazer at\u00e9 mesmo benef\u00edcios para a carreira. \u201cEm casa conversamos a respeito dos desafios do dia a dia\u201d, conta Carlos. Embora a empresa n\u00e3o tenha regras em rela\u00e7\u00e3o a namoro, eles resolveram adotar algumas atitudes como, por exemplo, manter certa dist\u00e2ncia.<br \/>\nO coordenador do curso de RH da Faculdade Est\u00e1cio Facitec, \u00c1lvaro Quaglia acredita que um comportamento norteado por regras claras e definidas ajuda na hora de impedir que as rela\u00e7\u00f5es se tornem dores de cabe\u00e7a. \u201c\u00c9 preciso ter uma linha de a\u00e7\u00e3o que esclare\u00e7a se \u00e9 vetado ou n\u00e3o o namoro. Se existirem pol\u00edticas que pro\u00edbam, cabe \u00e0 gest\u00e3o ser firme e exigir o cumprimento dessas regras\u201d, completa. Ainda segundo Quaglia, uma postura \u00e9tica \u00e9 necess\u00e1ria tanto por parte da corpora\u00e7\u00e3o como dos funcion\u00e1rios, para que n\u00e3o existam desentendimentos. \u201cFicar escondido s\u00f3 piora as coisas. \u00c9 preciso explicar o que existe entre o casal e o que pode ser feito\u201d, continua.<br \/>\n<strong><br \/>\nDiscri\u00e7\u00e3o e bom senso<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\"><b><br \/>\n<\/b>Para manter uma boa rela\u00e7\u00e3o com os empregadores e colegas , cabe \u00e0 dupla investir em comportamentos que reforcem a postura profissional. A psic\u00f3loga Daniela Gon\u00e7alves Macedo afirma que a principal dica \u00e9 manter a discri\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 algo f\u00e1cil, mas essencial para uma boa conduta e um bomdesempenho de fun\u00e7\u00f5es\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Tomar cuidado com quest\u00f5es \u00e9ticas e entender que existem limites s\u00e3o outros aspectos a serem levados em conta. Para os especialistas, quando a empresa n\u00e3o permite o relacionamento, ou o namoro se torna alvo de fofocas de corredor, cabe aos envolvidos procurar solu\u00e7\u00f5es para evitar danos \u00e0 carreira de ambos e at\u00e9 ao relacionamento. \u201cSe os boatos estremecerem o n\u00edvel de confian\u00e7a com a empresa, os indiv\u00edduos podem perder na avalia\u00e7\u00e3o geral e afetar a confian\u00e7a do cargo que tem ocupado\u201d, ressalta a gerente de inova\u00e7\u00f5es Renata Magglioca.\u00a0\u00a0\u00a0 Caio Infante lembra que \u00e9 preciso conversar com os superiores, at\u00e9 mesmo para avaliar alternativas como transfer\u00eancias de setor e desligamento do trabalho. \u201cSair do local \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o e isso acontece mais do que as pessoas imaginam.\u00a0 Geralmente, o RH e os envolvidos procurar fechar um acordo\u201d, explica.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" title=\"\" alt=\"\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/yr3Dc1eC4sz_cNlfr1Ovw1Lz2Pj3QyVuZzWow6S6jJIkNhowSp4HGYcJTWd-AXoTFAOVMToFidnhi-O-t3Ype1Y2l4FRlLimBZyY8qYNhm3n9cSaVqdbniZjDE9imQ-kP6Ucvn42rp-sYdY-O0DOU1EAxdkYndAyOKahKx6QYIr3rAwv=s0-d-e1-ft#http:\/\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/01\/27\/409765\/20140127102926503912a.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: tahoma, sans-serif;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/eu-estudante\/me_gerais\/2014\/01\/27\/me_gerais_interna,409765\/romance-no-escritorio.shtml\" target=\"_blank\">http:\/\/www.<wbr \/>correiobraziliense.com.br\/app\/<wbr \/>noticia\/eu-estudante\/me_<wbr \/>gerais\/2014\/01\/27\/me_gerais_<wbr \/>interna,409765\/romance-no-<wbr \/>escritorio.shtml<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionamentos afetivos entre colegas de trabalho nunca foram novidade. 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